Acordo dissemina uso da Inteligência Artificial na área da saúde

O protocolo foi assinado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), Hospital das Forças Armadas (HFA), o Ministério da Defesa, o Instituto Laura Fressatto e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que é uma organização vinculada ao MCTIC

Foi firmado recentemente, em Brasília, um acordo de cooperação para uso da inteligência artificial na área da saúde, que pode revolucionar o diagnóstico de infecções hospitalares em todo País. E, claro, salvar vidas.

Estiveram na cerimônia o ministro do MCTIC, Marcos Pontes, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o Secretário de Tecnologias Aplicadas, Mauricio Gonçalves, o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, Manoel Narvaz, o Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas, General de Divisão Rui Matsuda, o Presidente do Instituto Laura Fressatto, Jacsson Fressatto, e o Diretor Geral da Rede Nacional de Ensino Fundamental e Pesquisa, o senhor Nelson Simões.

O protocolo foi assinado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), Hospital das Forças Armadas (HFA), o Ministério da Defesa, o Instituto Laura Fressatto e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que é uma organização vinculada ao MCTIC.

O projeto batizado de “Laura”, em homenagem ao idealizador do projeto, permite que o uso desta tecnologia identifique quadros de infecção com ao menos dez horas de antecedência. Em linhas gerais, um robô cruza todos os dados dos pacientes e fornece as informações necessárias para a tomada de decisão pelos médicos, tendo a Inteligência Artificial como ferramenta para a construção de diagnósticos.

“Trata-se de uma conquista para o País e para o mundo. E ajudará muita gente no futuro próximo”, destacou o ministro Marcos Pontes, do MCTIC.

O ato de cooperação contou com a presença do ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva que enfatizou a relevância do projeto, inclusive no combate ao COVID-19. “Estamos diante de uma tecnologia de grande valor para o sistema de saúde”, disse o ministro.

Iniciado há uma década, o programa já salvou mais de 12 mil vidas e é utilizado em 30 hospitais brasileiros, possibilitando o acesso à tecnologia 100% brasileira, como relatou o responsável pelo Instituto Laura Fressatto, Jacsson Luiz.

“Com a assinatura deste acordo, pode-se homologar o sistema e disseminá-lo em todo o Brasil”, diz Jacsson Luiz Fressatto, do Instituto Laura e idealizador do projeto.

Já Nelson Simões da Silva, da RNP, afirma que este ponto é essencial para que o Sistema Único de Saúde tenha um novo modelo para se antecipar ao tratamento das infecções.

Em relação à epidemia do COVID-19, Fressatto adiantou que a tecnologia já está sendo adequada para poder atender os casos mais críticos de pacientes atacados pelo novo coronavírus. “A sociedade precisa de tecnologia e de entrega social rápida”, completou o Rui Yutaca Matsuda, comandante logístico do Hospital das Forças Armadas.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações