Água Doce é destaque em seminário internacional sobre dessalinização, reuso e tratamento de águas e efluentes

Evento aconteceu no mês passado, em Salvador/BA, e apresentou tecnologias utilizadas no Brasil e em diversos países do mundo

Gestores públicos, especialistas, iniciativa privada, profissionais do setor e acadêmicos brasileiros e de outros países se reuniram no final de maio, em Salvador (BA), para discutir e trocar experiências exitosas sobre as tecnologias disponíveis para a dessalinização, reuso e tratamento de águas e efluentes. O Seminário Internacional foi organizado pela Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reuso da água (Aladyr), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema).

Referência internacional no desenvolvimento de tecnologias de convivência com a seca, o Brasil investe em diversas ações há anos para garantir água à população que vive no semiárido e sofre com longos períodos sem chuva. O mercado brasileiro representa, portanto, um importante incentivo e desafio. No âmbito do Governo Federal, a busca é por soluções tecnológicas voltadas para a redução de perdas nos sistemas de abastecimento, garantindo maior eficiência hídrica, além do reuso de água nas cidades, indústrias e agricultura.

Um dos destaques do Seminário foi a tecnologia de membranas utilizadas para dessalinizar a água do mar em diversos países, a exemplo de Israel, Austrália, Chile, Espanha, entre outros. No Brasil, está em implementação a primeira estação de dessalinização de água marinha de grande porte, em Fortaleza (CE). “A tecnologia de membranas, utilizadas para dessalinizar a água marinha está chegando no Brasil. É uma alternativa fundamental para nos auxiliar no processo de tratamento da água para consumo humano, garantindo sua qualidade”, destacou o diretor de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacias Hidrográficas do MDR, Renato Saraiva.

Os participantes puderam conhecer o funcionamento de um sistema de dessalinização de água salgada e provar a água potável após o funcionamento. A planta, exposta durante o evento, mede dois metros de altura, dois de largura, custa cerca de US$ 10 mil e pode produzir até 500 litros de água potável por hora, a partir da água do mar.

Apesar de ainda não utilizar a tecnologia para o reuso de água marinha, o governo brasileiro investe há anos no Programa Água Doce, que instala sistemas de dessalinização de águas subterrâneas insalubres no semiárido, disponibilizando água potável a milhares de famílias.

Água Doce

Coordenado pelo MDR, o Programa é executado em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e a sociedade civil. O objetivo é estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na recuperação, implantação e gestão de sistemas de dessalinização, prioritariamente em comunidades rurais do semiárido.

As comunidades que possuem poços e solos com características adequadas podem receber o sistema. Os convênios dos estados de Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco estão em fase de diagnóstico. Mais de 1,2 mil moradores já foram capacitados para aprenderem a operar os equipamentos.

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Regional