Brasil participa de fórum de cooperação internacional para pesquisa no Oceano Atlântico

No evento, o MCTIC participou de atividades colaborativas para a cooperação com outros países em pesquisa e inovação em áreas-chave das Ciências do Mar e correlatas

secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas (Sefae), Marcelo Morales, participou entre os dias 5 e 7 de fevereiro do Fórum de Pesquisa Oceânica para todo Atlântico e dos Workshops das Plataformas de Multi-experts do AANChOR, representando o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pesquisa científica no Oceano Atlântico, que banha toda a costa brasileira, é um dos focos do MCTIC.

Realizado em Bruxelas, na Bélgica, o Fórum definiu a nova direção estratégica e as ambições políticas para a “Aliança de Pesquisa Oceânica para todo o Atlântico” (AANChOR, na sigla em inglês), lançada com a Declaração de Galway, em 2013 e a Declaração de Belém, firmada entre a União Europeia, o Brasil, e a África do Sul, em 2017. O evento teve foco no Acordo Verde Europeu, na Década das Nações Unidas de Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável, e na Missão H2020 que visa garantir oceanos e águas costeiras e interiores saudáveis, e uma transição justa para o equilíbrio climático do planeta, baseada na melhor informação científica que responda aos resultados sociais esperados para 2021-2030. Na ocasião também foi lançado o Fórum de Jovens Embaixadores do Oceano Atlântico.

Para o secretário Morales, a ciência desempenha um papel importante no fortalecimento da cooperação internacional e vice-versa. “Os desafios globais contemporâneos não reconhecem as fronteiras geopolíticas e não incentivam formas isoladas de resolução”, afirma. “É o caso dos oceanos, mudanças climáticas, pandemias, segurança alimentar e recursos hídricos, entre outros”.

O objetivo da representação do Brasil na AANChOR é o acompanhamento da execução do projeto e das ações estabelecidas neste acordo de cooperação, que envolve a pesquisa marinha em todo o Oceano Atlântico. Uma das principais metas da Coordenação-Geral de Oceanos, Antártica e Geociências (CGOA), da Sefae, é articular cooperações internacionais de pesquisa e inovação no campo das ciências marinhas, com foco nos oceanos Atlântico e Austral, em bases igualitárias, com destaque para áreas estratégicas, lacunas do conhecimento e integração e compartilhamento de informações.

O Projeto AANChOR é o principal instrumento de apoio à implementação da Declaração de Belém, assinada entre o Brasil, a Comunidade Europeia e a África do Sul, que tem como objetivo reunir todos os atores relevantes do Oceano Atlântico a fim de estabelecer uma comunidade científica e de tomadores de decisão que trabalhe em cooperação, e identificar atividades concretas e colaborativas de pesquisa e inovação em áreas-chave das Ciências do Mar e correlatas.

“A produção de ciência na fronteira do conhecimento e da tecnologia de ponta para superar os desafios globais depende de experimentos caros e de grandes infraestruturas de pesquisa, impossíveis, em alguns casos, para um único país prover”, explicou Morales. “Acreditamos que as soluções envolvem necessariamente cooperação internacional para o compartilhamento de instalações e co-financiamento”.

Morales ressaltou, ainda, que as principais prioridades da ciência, tecnologia e inovação no Brasil estão relacionadas à formação e educação científica desde o nível básico, à aproximação da academia com a sociedade e o setor empresarial, ao investimento em pesquisa e infraestrutura de dados e, em relação ao oceano, à valorização da biodiversidade brasileira para gerar conhecimento, riqueza e desenvolvimento sustentável, por meio do uso de CT&I para a Economia Azul.

“O Brasil deve aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação da sociedade, alcançando desenvolvimento econômico e inclusão social”, afirmou. Enfatizamos a importância de promover o empreendedorismo, de conduzir descobertas de ciência e tecnologia ao mercado, com alianças entre universidades e empresas”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações