Câncer de mama poderá ser detectado pelo sangue

Método foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor.

Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.

Mas um novo método, porém, vem tornar o diagnóstico mais leve. Isso porque o câncer de mama pode vir a ser detectado pelo sangue, em um processo denominado biópsia líquida. Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia, no procedimento coleta-se um tubo de sangue das pacientes. O material passa por uma centrífuga, que separa as suas partes, e um citômetro de fluxo, que as conta e classifica. Nisso, é possível identificar a presença ou ausência de células tumorais, bem como diferenciar o câncer de mama de um tumor benigno.

 

Estatísticas

Segundo o levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2020, estima-se 66.280 novos casos de câncer de mama. Em 2018, o número de mortes pela doença foi de 17.763, sendo 17.572 mulheres e 189 homens.

A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorre após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

Fatores ambientais e comportamentais:

Obesidade, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, exposição a radiações ionizantes (Raios-X).

Fatores da história reprodutiva e hormonal:

Primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, menopausa após os 55 e uso de contraceptivos hormonais.

Fatores genéticos e hereditários:

História familiar de câncer de ovário, casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos, história familiar de câncer de mama em homens e alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

Importante ressaltar que a mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama. Isso não significa que a mulher necessariamente terá a doença.

Prevenção

Estudos aprontam que cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

Praticar atividade física;

Alimentar-se de forma saudável;

Manter o peso corporal adequado;

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

Amamentar;

Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

 

Com informações do Ministério da Educação e INCA.