Com apoio do MCTI, UnB conclui máquinas para descontaminação de máscaras N95

Ministro visitou Instituto de Física da Universidade de Brasília e falou sobre a importância do investimento em ciência e tecnologia

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e secretários da pasta visitaram o Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), onde pesquisadores concluíram um equipamento para descontaminação de máscaras N95 por meio de luz ultravioleta.  A iniciativa teve apoio do MCTI e Rotary Club Distrito Federal, Goiás e Tocantins (distrito 4530).

A máquina de desinfecção permite o reaproveitamento de máscaras de N95 por profissionais de saúde, o que ajuda a não esgotar esses insumos, que já estão em falta no mercado. Na pesquisa, a radiação ultravioleta se mostrou a tecnologia mais viável devido à experiência e capacidade da indústria nacional, baixo custo, facilidade de operação e manutenção.

O aporte do ministério no projeto foi de R$ 50 mil, enquanto o Rotary Club investiu R$ 80 mil. Segundo o ministro Marcos Pontes, a pandemia de Covid-19 demonstra a importância da ciência e tecnologia, que são armas para vencer o vírus. Ele também falou sobre a importância da ciência no pós-pandemia.

“Temos que lembrar que vamos precisar recuperar a economia, recuperar o dia a dia das pessoas e o melhor tipo de investimento é através da ciência e tecnologia, como é feito nos países mais desenvolvidos, o que dá um retorno garantido”, afirmou. O ministro ainda destacou a importância das universidades e o incentivo à pesquisa básica.

O coordenador do projeto, professor Pedro Henrique de Oliveira Neto, explica que a iniciativa nasceu em abril por meio de uma demanda da rede pública de saúde do Distrito Federal à universidade. Seis protótipos com ciclo de descontaminação de 1 hora já estão prontos, sendo cinco unidades de pequeno porte, com capacidade para 60 máscaras e uma unidade de maior capacidade para 150 máscaras, que será testada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) em Brasília. Também serão realizados testes em hospitais de Goiás e Tocantins.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações