Comissão rejeita formação em área afim à Pedagogia para cargo de direção em escola

LDB permite o exercício da gestão escolar somente por profissionais com graduação ou pós-graduação em pedagogia

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 157/19, do deputado José Nelto (Pode-GO), que permitia pós-graduação em áreas afins à Pedagogia para o exercício de cargos de direção e supervisão escolar. Pelo texto, um psicólogo com pós-graduação em psicopedagogia poderia exercer a função de psicopedagogo em uma escola, por exemplo.

O projeto será arquivado, a menos que haja recurso para que seja votado também pelo Plenário.

O relator, deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), recomendou a rejeição da proposta por sugestão de outros integrantes da comissão.

As deputadas Professora Rosa Neide (PT-MT) e Angela Amin (PP-SC), por exemplo, argumentaram que a gestão de uma escola é específica e, por isso, deve haver um enfoque na carreira e na formação em educação como requisito para exercer o cargo.

Lei atual

Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) permite o exercício de cargos de direção e supervisão escolar somente por profissionais com graduação em pedagogia ou pós-graduação, sem especificações quanto à pós-graduação.

Na avaliação de José Nelto, a atual redação gera dubiedade de interpretação, pois pode dar a entender que uma pessoa com pós-graduação em qualquer área do conhecimento pode atuar na administração, no planejamento, na inspeção, na supervisão e na orientação educacional.

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias.