Conheça exercícios adequados para idosos fazerem em casa no período de isolamento social

Dicas são as primeiras de vários temas que a Secretaria Especial do Esporte abordará para levar informações aos idosos que os ajudem a atravessar o período de quarentena

A epidemia do COVID-19 mudou a rotina de praticamente todo o planeta. E, particularmente, afetou a vida de centenas de milhões de idosos, que estão no principal grupo de risco do novo coronavírus. Com academias, parques e clubes fechados e com projetos sociais suspensos, os exercícios físicos e atividades rotineiras, como caminhadas, acabaram prejudicadas.

Isso não quer dizer que, mesmo dentro de casa, os idosos não possam se exercitar. Preocupada com a situação, a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, por meio do Programa Vida Saudável, na modalidade Estratégia Brasil, vai abordar, nesta e nas próximas semanas, diversos aspectos referentes às consequências da quarentena na vida dos idosos. O objetivo é buscar conselhos ou dicas de especialistas que possam amenizar efeitos negativos do isolamento social.

“Todos sabemos que os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis desta pandemia do COVID-19. Então, nossa preocupação dentro da Secretaria Especial do Esporte foi pensar em uma ação de comunicação que pudesse levar vários tipos de informações a esse grupo, sobre diversos assuntos, de modo a ajudá-los a atravessar esse período difícil da melhor maneira possível”, explica Marcelo Magalhães, Secretário Especial do Esporte.

“Toda a sociedade está sofrendo com essa pandemia, mas os idosos merecem atenção especial. Foi por isso que pensamos em produzir uma série de reportagens, vídeos, infográficos e outras ações para tratar de diversos assuntos que afetam a vida deles. Sabemos que estar em casa, longe dos familiares e dos amigos, é difícil. Mas existem atividades que podem ser feitas dentro de casa e queremos levar essas opções para que eles tenham mais qualidade de vida durante esse isolamento”, reforça Fabíola Molina, secretária Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (SNELIS) da Secretaria Especial do Esporte.

Atividades físicas

O primeiro aspecto a ser abordado diz respeito à prática de atividades físicas. O professor de educação física Rony Las Casas, mestre em promoção da saúde e diretor científico e estratégico do Programa Mexa-se Brasil (uma iniciativa que visa difundir a prática de atividades físicas como base para políticas públicas em esporte, saúde, educação e serviço social) – é um dos profissionais que aceitou o convite para colaborar com o Ministério da Cidadania.

Ele explica que estar em casa nunca foi impedimento para fazer exercícios, principalmente no caso dos idosos. “A atividade física é o fator número um de proteção. Ela salva a vida das pessoas em vários sentidos. A prática de atividades físicas salva vidas em relação a doenças cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes, doenças ósseas e articulares, além de aliviar dores, entre outros benefícios”, ressalta Las Casas.

PAR-Q

Entusiasta e incentivador da prática da atividade física entre os idosos, o professor Rony Las Casas frisa que antes de iniciar uma rotina de exercícios físicos é fundamental que o idoso certifique-se de que está apto para isso.

“Qualquer movimento que faço, quando levanto ou me movimento, já estou fazendo atividade física. Então, a pergunta é: ‘Será que quando eu começo a fazer essa atividade física eu sinto alguma dor no peito ou alguma tontura?’”, indaga Las Casas.

Para esclarecer se alguém está apto ou não para a prática de atividades físicas um bom caminho é responder o Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q), orientado pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva.

Trata-se de um questionário simples, com respostas de “sim” ou “não” para sete perguntas básicas que darão uma noção bem precisa sobre a aptidão de uma pessoa para a prática de exercícios físicos. Se uma das perguntas for respondida com um “sim”, recomenda-se uma avaliação médica antes de início das atividades.

“Isso é fundamental para avaliar se alguém pode fazer atividade física ou não com maior qualidade e com menor risco. Esse PAR-Q tem perguntas-chave, que fazem a pessoa parar e pensar: ‘Será que tem alguma coisa que vai me limitar a fazer a prática de atividade física?’”, esclarece o professor.

Tudo em casa

Caso a avaliação indique que não há qualquer impedimento, existem vários exercícios que podem ser feitos em casa e que irão ajudar os idosos a enfrentar os efeitos do isolamento social de um modo mais saudável.

“Há uma série de exercícios, tanto para a parte cardiovascular como para a parte de força, que podem ser feitos em casa todos os dias. São exercícios simples, que não exigem que a pessoa compre equipamentos ou tenha qualquer gasto extra. Se forem feitos corretamente e periodicamente, vão aumentar muito a qualidade de vida e contribuir para uma melhora na saúde dos idosos”, ressaltar o professor.

Abaixo, listamos uma série de exercícios indicados por Rony Las Casas que podem ser feitos em casa neste período de isolamento social. Antes de iniciar os exercícios, entretanto, ele destaca que é fundamental que o idoso não se esqueça de tomar seus medicamentos, caso haja prescrição nesse sentido. Outro ponto fundamental é estar bem alimentado antes do início da atividade física e sempre cuidar da hidratação nos intervalos entre os exercícios e durante todo o dia.

Além disso, é importante manter uma boa respiração durante as atividades e cuidar da postura na execução dos exercícios, se possível fazendo as séries olhando para frente e estufando o peito para facilitar a respiração.

Por último, Las Casas recomenda criar um ambiente prazeroso para a prática de atividade física, como, por exemplo, ouvir uma música de preferência, deixar o ambiente arejado e, principalmente, retirar tapetes, chinelos ou outros obstáculos que possam atrapalhar o deslocamento e causar acidentes.

Feito isso, é só seguir as instruções e trabalhar por uma vida mais saudável todos os dias.

 

Fonte: Portal Gov.br