Conheça o novo modelo de análise de prestação de contas do FNDE

Malha Fina vai possibilitar uma economia inicial de R$ 800 milhões aos cofres públicos

A partir deste ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai adotar um novo modelo de análise de prestação de contas de programas e projetos educacionais. O Malha Fina vai diminuir sensivelmente o passivo existente e aperfeiçoar todo o processo para atuais e futuras prestações de contas, por meio de técnicas avançadas de ciência de dados e inteligência artificial.

Segundo o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, o Malha Fina, construído em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), traz uma enorme economia de tempo e de recursos públicos à Administração Pública Federal. “Vamos concluir, por análise automatizada, 60 mil e quinhentas prestações de contas de uma vez. Ou seja, numa tacada só, vamos resolver cerca de 20% de todo o passivo acumulado”, afirmou Marcelo Ponte.

Segundo cálculos da área técnica do FNDE, somente com esse trabalho inicial, o Malha Fina traz uma economia de R$ 800 milhões aos cofres públicos, levando-se em conta o valor médio de cada análise de prestação de contas convencional. “É economia de dinheiro e, também, de tempo, pois, sem o Malha Fina, levaríamos mais de 20 anos para concluir o nosso passivo”, completou.

O Malha Fina também irá possibilitar a conclusão de mais de 60 mil processos de prestações de contas de uma só vez, por meio da análise automatizada.

Neste primeiro momento, o Malha Fina será empregado na análise de prestação de contas de três programas: o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE). O intuito, no entanto, é adaptar o modelo para outros programas e projetos educacionais. Com essa abrangência maior, a economia aos cofres públicos pode chegar a R$ 2 bilhões nos próximos anos.

O Malha Fina funciona baseado em três pilares: a Curva ABC, que aponta os valores mínimo e máximo para análise das prestações de contas; as Trilhas, que são testes objetivos utilizados para a identificação de possíveis irregularidades; e o Modelo Preditivo, que indica as prestações de contas com probabilidade de causar danos ao Erário por meio de técnicas de mineração de dados e modelos estatísticos.

 

Com informações do FNDE.