Economia incentiva inserção de pequenas empresas no mercado global

Plano Nacional da Cultura Exportadora busca garantir que empresas aproveitem avanços no comércio internacional

A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME) anunciou recentemente, na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, a implementação da nova metodologia do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). O objetivo é garantir que, principalmente, micros, pequenas e médias empresas também sejam beneficiadas pelos avanços do país no comércio global.

Durante abertura do seminário “Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE): Coordenação Interinstitucional para o Futuro do Comércio Exterior Brasileiro”, a secretária especial adjunta da Secint, Yana Dumaresq Sobral Alves, lembrou que o Brasil está defendendo uma agenda de maior inserção à economia global, por meio de acordos comerciais, ações de facilitação de comércio, aprimoramentos e remoção de barreiras ao comércio.

“Esse projeto é uma pedra fundamental para a nossa agenda de inserção na economia global”, afirmou. “Nós precisamos garantir que as micro e pequenas empresas vão saber aproveitar as oportunidades que virão com uma agenda robusta de inserção comercial”. Uma das estratégias do PNCE, segundo ela, é aproveitar e customizar as vocações regionais, para que as empresas que desejam se internacionalizar saibam quais são suas maiores e melhores vantagens comparativas.

Governança

O secretário de Comercio Exterior substituto, Leonardo Lahud, explicou que a proposta da nova metodologia busca melhorar a governança e a coordenação entre as instituições parceiras do Ministério da Economia, como Ministério das Relações Exteriores, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sebrae Nacional, Apex-Brasil, entre outras. Isso inclui a elaboração de planos de ação específicos, acompanhamento individual e ferramentas de avaliação que permitem monitorar adequadamente a implementação de cada iniciativa prevista em tais planos.

O atendimento individual às empresas é um dos pontos fundamentais da nova fase. “A empresa vai poder optar, a partir de um conjunto de soluções oferecidos pelas diversas instituições parceiras, quais são os serviços necessários de fato para que ela possa acessar o mercado internacional”, explicou Lahud.

Além do atendimento individual e do acompanhamento, ele destaca que as informações serão compartilhadas entre parceiros. “Todos os parceiros vão ter acesso ao perfil empresarial e à avaliação da maturidade da empresa para o mercado internacional, ao plano de ação, acompanhamento e monitoramento, à matriz de serviços e aos serviços indicados e realizados”, pontuou.

Qualidade

A secretária adjunta da Secint acredita que essa visão compartilhada vai beneficiar as empresas. “O PNCE vai ser uma trilha prevista, consolidada e consistente de internacionalização para essas empresas, com uma rotina de acompanhamento em que todos nós estaremos juntos, aumentando consideravelmente a qualidade dos serviços que nós vamos oferecer”, avaliou.

Saiba mais

  • O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) tem o objetivo de difundir a cultura exportadora e contribuir para ampliar o número de empresas brasileiras atuantes no mercado externo;
  • O PNCE é desenvolvido pelo Ministério da Economia, em parceria com Ministério das Relações Exteriores, CNI, Sebrae Nacional, APEX-Brasil e outras instituições públicas e privadas que atuam no fomento às exportações brasileiras;
  • A coordenação nacional é feita pelo Ministério da Economia e, nas unidades da Federação, por Comitês Estaduais compostos pelos principais intervenientes no comércio exterior regionais;
  • A nova metodologia é originada do Programa Rota Global, da CNI, e suas principais novidades residem no mapeamento do perfil das empresas sob quatro dimensões: Estratégia, Gestão, Mercado e Operação.
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Fonte: Ministério da Economia