Governo ultrapassa 150 serviços transformados em digitais no período de pandemia

Esforço na aceleração da digitalização já permite, por exemplo, acesso do cidadão a 46 novos serviços on-line da Anvisa e ao Seguro Desemprego do Empregado Doméstico

O governo federal ultrapassou os 150 serviços transformados em digitais desde o começo da pandemia de coronavírus, em março. Entre os destaques, estão 46 novos serviços da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), muitos considerados prioritários no enfrentamento à Covid-19, e o Seguro Desemprego do Empregado Doméstico, que gera economia de R$ 357,9 milhões anuais para os cofres públicos e para a sociedade.

Ao todo, foram digitalizados 58 serviços federais em março, 45 em abril e 53 em maio. Mais do que refletir números promissores, a transformação digital do governo brasileiro impacta na vida do cidadão em um momento de instabilidade gerada pela pandemia. É o caso dos usuários do Auxílio Emergencial de R$ 600. Ao todo, 50 milhões de pessoas já se cadastraram para retirada do auxílio, disponível na forma digital desde o começo de abril à população em vulnerabilidade social.

Economia e otimização do pessoal

Desde janeiro do ano passado, o governo federal transformou 729 de seus serviços em digitais. A estimativa da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, órgão central da transformação digital do governo, é de economia de R$ 2,2 bilhões anuais somente com esses serviços digitalizados.

A meta definida pela Estratégia de Governo Digital, publicada em abril, é atingir os 100% de digitalização até o final de 2022. A expectativa é de que, em cinco anos (de 2020 a 2025), a transformação digital resulte em economia de até R$ 38 bilhões. Esse valor engloba a eliminação do papel e da burocracia, locação de estruturas e manutenção dessa logística, contratação de pessoal para atendimento presencial e redução de perdas com erros e fraudes em serviços públicos.

Um dos mais recentes serviços digitalizados, o Seguro Desemprego do Empregado Doméstico, é um exemplo não só de economia direta, mas de potencial otimização de pessoal envolvido nas tarefas. Antes da digitalização, o serviço, solicitado por 280 mil trabalhadores anualmente, exigia 7,3 mil profissionais para operacionalizá-lo. Pós-digitalização, 630 profissionais são necessários – 8,5% do pessoal até então necessário. Dessa forma, os profissionais podem ser aproveitados onde é necessária sua expertise.

“A Secretaria de Governo Digital tem empenhado grande esforço junto aos outros órgãos na digitalização e na entrega de serviços à sociedade”, ressalta a coordenadora-geral substituta de Relacionamento e Portfólio, Carolina Hagen. “Durante a pandemia, esse empenho não caiu. Pelo contrário, continuamos trabalhando junto aos órgãos para entregar cada vez mais serviços digitais e para que o cidadão não precise nem sair de casa quando quiser acessá-los.”

 

Fonte: Portal Gov.br