Mapa participa de operação conjunta para prevenir entrada de doenças e pragas durante temporada de cruzeiros

O objetivo é verificar como é feita a destinação dos resíduos de bordo, restos e sobras de alimento nas embarcações

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com demais órgãos deu início às operações de fiscalização de gerenciamento de resíduos em navios de cruzeiros. Na fim de novembro, foi fiscalizado um navio no Porto de Santos.

A ação conjunta foi executada pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Mapa, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Receita Federal do Brasil, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

O objetivo era verificar as etapas de separação, acondicionamento, destinação dos resíduos de bordo, restos e sobras de alimento procedentes do exterior, registro e controle da atividade.

“O resultado foi muito positivo, sendo constatado que o armador está atento à exigência de tratamento diferenciado para os resíduos alimentares provenientes do exterior – incineração ou autoclavagem -, assim como a empresa contratada para coleta dos resíduos que atendeu aos critérios necessários à operação”, afirmou o Chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional no Porto de Santos, André Okubo.

As ações de fiscalização e controle junto às embarcações buscam prevenir a entrada de doenças no país e garantir a adequada destinação dos resíduos gerados por navios. A temporada de navios de cruzeiro tem início em novembro e vai até abril. Essas embarcações chegam a transportar até 5 mil passageiros, que geram uma quantidade significativa de resíduos. Os navios são em parte abastecidos com provimento de bordo estrangeiro que podem ter pragas e doenças. Por esta razão, a adequada destinação dos resíduos sólidos orgânicos dos navios são elementos fundamentais para a Defesa Agropecuária do Brasil.

“Na década de 70, por via de resíduo de bordo de aeronaves que foram destinadas a alimentação de suínos, tivemos a introdução da Peste Suína Clássica (PSC) no país. Atualmente, existe uma grande preocupação sanitária em nível mundial devido a Peste Suína Africana (PSA), que já atinge África, Ásia e Leste Europeu, e tem acarretado grande impacto na produção de suínos e o sacrifício de um grande número de animais. Todas as ações para evitar a entrada desta doença no Brasil são necessárias, pois a mesma traria enormes prejuízos à suinocultura brasileira”, destacou André Okubo.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento