Marcos Troyjo: “Com o acordo Mercosul-UE, o comércio exterior fica mais importante para o Brasil”

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse recentemente que o Brasil finalmente está prestes a entrar no jogo da economia internacional do Século XXI. De acordo com Troyjo, o comércio exterior ganha importância com o acordo assinado após duas décadas de negociação.

“O Brasil, dentre as 15 maiores economias do mundo, é a que tem menor fatia do PIB representada pelo comércio exterior. Um dos efeitos que esperamos agora é um aumento significativo da corrente de comércio brasileira”, afirmou Troyjo.

O acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual.

Troyjo disse, também, que iniciativas como o acordo Mercosul-UE, além de toda a dinâmica existente para acessão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), permitem que o país se prepare melhor para o futuro.

“Os exemplos que vemos no mundo mostram que os acordos comerciais servem como uma espécie de acelerador do grau de institucionalização e modernização das economias, também do ponto de vista das regras internas”, ressaltou.

“Não existe um único caso de milagre econômico nos últimos 50 anos em que o comércio exterior, com uma alta corrente de comércio, e um alto percentual de exportações e importações relacionadas ao PIB, não esteja presente”, declarou, citando como exemplo os milagres econômicos do período pós guerra, o crescimento econômico da China e do Chile nos anos 70, e de países do Sudeste Asiático.

O que é o Acordo Mercosul-UE

O Acordo de Livre-Comércio Mercosul- UE inaugura a nova política comercial do Brasil, segundo a qual o governo promove maior interdependência entre importações, exportações e investimentos diretos com vistas a dar maior dinamismo às empresas e maior bem-estar às famílias brasileiras.

O Acordo entrará em vigor gradualmente. A primeira fase, que deve durar alguns meses, será uma profunda revisão jurídica; a segunda, que deve levar aproximadamente dois anos, é a discussão nos parlamentos dos quatro países do Mercosul e no Parlamento Europeu, até sua aprovação final. Uma vez aprovado o acordo, sua implementação será feita produto a produto, de acordo com cronogramas específicos que foram negociados entre as partes.

O acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade.

 

Fonte: Ministério da Economia