Ministério da Justiça e Segurança Pública assinam acordo para apoio a projeto de violência contra a mulher

Número de casos tem se agravado com pandemia, devido a isolamento domiciliar

Embora a quarentena seja a medida mais segura, necessária e eficaz para minimizar os efeitos diretos da Covid-19, o regime de isolamento tem imposto uma série de consequências não apenas para os sistemas de saúde, mas também para a vida de milhares de mulheres que já viviam em situação de violência doméstica. Sem lugar seguro, elas estão sendo obrigadas a permanecer mais tempo no próprio lar junto a seu agressor, muitas vezes em habitações precárias, com os filhos e vendo sua renda diminuída.

Desde que a pandemia de coronavírus começou, 497 mulheres perderam suas vidas. Foi um feminicídio a cada nove horas entre março e agosto (passado), com uma média de três mortes por dia. Os dados são do segundo monitoramento Um Vírus e Duas Guerras, feito por parceria entre sete veículos de jornalismo independente, que visa monitorar a evolução da violência contra a mulher durante a pandemia.

Com o intuito de ajudar no aperfeiçoamento do atendimento, pelo Poder Público, de mulheres vítimas de violência, o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinou na quinta-feira (04), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para dar apoio ao desenvolvimento do projeto de pesquisa “Enfrentando a Violência perpetrada por Parceiro íntimo (VPP): Avaliando Intervenções com Homens Perpetradores versus Mulheres Vítimas”.

A pesquisa tem como objetivo desenhar, desenvolver, implementar e avaliar os impactos, em variáveis socioeconômicas e criminológicas, de intervenções com parceiros. O resultado irá ajudar no aperfeiçoamento do atendimento, pelo Poder Público, de mulheres vítimas de violência. O projeto-piloto acontecerá na Polícia Civil do Distrito Federal e terá início ainda este mês.

Além do MJSP, assinaram o ACT a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O Acordo também conta com parceria do Instituto Maria da Penha (IMP).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública.