Ministro da Economia afirma que o país voltará a crescer em breve

Durante audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional sobre a Covid-19, Paulo Guedes informou que o auxílio emergencial será estendido

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou, no início desse mês, de videoconferência da Comissão Mista do Congresso Nacional sobre a Covid-19. A audiência pública teve por objetivo debater com parlamentares o desempenho do governo federal no enfrentamento dos impactos causados pela redução da atividade econômica durante a pandemia. A audiência foi transmitida pelo canal da TV Senado no YouTube.

Na ocasião, Guedes comentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, que, devido à crise causada pelo novo coronavírus, teve retração de 9,7%, em comparação aos três primeiros meses do ano, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro assegurou que o país voltará a crescer em breve. “Isso é de impacto lá atrás. Estamos decolando em V”, afirmou, referindo-se à economia, que, apesar da queda brusca em abril, deverá voltar no mesmo ritmo de antes.

Durante a audiência, o ministro informou que o auxílio emergencial será estendido. “É uma tentativa de aterrissagem suave agora, descendo para R$ 300, quatro prestações até o final do ano. Ainda no orçamento de guerra, são mais R$ 80 bilhões, quase R$ 90 bilhões, quer dizer, é bastante, mas, mostrando, ao mesmo tempo, que essas são as últimas camadas de proteção que nós estamos lançando”, afirmou Guedes, enfatizando que o valor foi o possível dentro dos cálculos da equipe econômica.

O ministro elogiou a atuação dos poderes na implementação das medidas emergenciais, que deram amparo aos mais necessitados e ajudaram na preservação de 11 milhões de empregos. “Nossas medidas foram vigorosas. O Brasil ficou um pouco acima da média dos países avançados e ficou em quase o dobro da média dos países emergentes. Isso foi o resultado de uma atuação conjunta”, ressaltou, fazendo alusão ao Programa de Manutenção do Emprego, que permite a suspensão temporária de contratos de trabalho ou a redução proporcional de jornada e salário.

De acordo com Guedes, a economia voltou a gerar empregos. “Uma economia que cria 1,03 milhão de empregos em um mês é uma economia que já está voltando à atividade, mesmo que alguns setores ainda atingidos estejam perdendo 900 mil empregos”. Conforme últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de julho, houve abertura líquida de 131.010 empregos com carteira assinada.

O ministro também elogiou a atuação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A primeira parcela de recursos disponibilizados por meio Programa, no valor de R$ 18,7 bilhões, se esgotou em pouco mais de um mês.

Paulo Guedes pediu aos parlamentares a retomada da agenda de reformas, dizendo que o presidente da República deverá apresentar ao Congresso Nacional a Reforma Administrativa – um dos principais pilares para a contenção de gastos com o funcionalismo público – no dia 03 de setembro.

 

Fonte: Portal Gov.br


Assista: Ministro da Economia detalha ações contra crise na pandemia – 01/09/2020