Ministro recebe plano de criação do Centro de Inovações em Tecnologias Assistivas

Proposta de implantação de um conjunto de 10 laboratórios em diferentes áreas de tecnologias assistivas, estruturado por um grupo de entidades, vai ser estudada pelo MCTIC

Em reunião recente com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, em Brasília, um conjunto de entidades entregou uma proposta para criação do Centro de Inovações em Tecnologias Assistivas. A ideia é sediar em Uberlândia (MG) 10 laboratórios de diferentes especialidades que vão atuar com tecnologias que ajudem pessoas com deficiência nas áreas de saúde, lazer, esporte e vida diária.

A proposta vai ser analisada pelo ministério, que vai estudar ferramentas e parcerias para apoiar a implantação do Centro. A iniciativa foi entregue pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Grupo Algar, Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel), Comitê Paralímpico Brasileiro e o Praia Clube de Uberlândia.

O secretário de Tecnologias Aplicadas do MCTIC, Maurício Gonçalves, pontua que é papel do ministério ser um eixo entre o governo, indústrias e academia para transformar boas ideias em produtos que ajudem as pessoas.

“Esse é um passo importante para que nós possamos ajudar as pessoas que competem e que no dia a dia necessitam da tecnologia para desenvolver suas atividades. O papel do ministério é ser o hub para que os institutos, ministérios e indústrias possam ter boas ideias se transformando em inovação, gerando benefícios, bem estar para a sociedade, conhecimento e riqueza para o país”, afirma.

O reitor da UFU, Valder Steffen Júnior, explica que a ideia é que o centro seja um polo que atraia pesquisadores e tecnologias de todo o país. “Uberlândia tem uma grande tradição na área de tratamento de pessoas com deficiência e no desenvolvimento de tecnologias através dos Departamentos de Engenharia, Educação Física e Fisioterapia. Tudo o que estamos propondo aqui já acontece de certa maneira. O que precisamos é de um centro que seja capaz de catalisar o desenvolvimento de todos os esforços nessa direção”, afirma.

O espaço do futuro centro será cedido pelo Grupo Algar. Para Zaima Milazzo, presidente do Instituto Brain, a participação do grupo vai somar inovações na área de comunicação às tecnologias assistivas. “Queremos apoiar o centro com uma visão de negócio, sustentabilidade e transferência dessas tecnologias para o mercado, para as pessoas. Isso vai fazer com que Uberlândia tenha um ecossistema forte, atraia talentos, fazendo com que a aplicação de tecnologias como internet das coisas e inteligência artificial seja aplicada em uma vertical da saúde, que é muito importante para o país”, pontua.

Carlos Augusto Braga, presidente do Praia Clube de Uberlândia, ressalta que a entidade vai atuar no projeto testando os protótipos desenvolvidos pelos pesquisadores. Além disso, o projeto do Centro de Inovações deve melhorar o rendimento do esporte paralímpico no país e a rotina das pessoas com deficiência. “Nós temos hoje a melhor equipe de natação paralímpica do Brasil, hexacampeã brasileira. Essas atividades propostas vão servir para nossos atletas e de todo o Brasil melhorar seus desempenhos como esportistas e também melhorar a vida da pessoa que não é atleta, mas vai servir no dia a dia dela”, destaca.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações