Nova Lei de TICs garante produção de equipamentos de combate à Covid-19

Em entrevista coletiva, ministro Marcos Pontes também falou sobre investimentos em equipamentos, pesquisas, vacinas e testes com a nitazoxanida

Em entrevista coletiva na última semana, no Palácio do Planalto, em Brasília, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, destacou a entrada em vigor do decreto que regulamentou a nova Lei de Informática, a Lei de TICs. Ela reorganizou o modelo de incentivos para estimular os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) das empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Segundo Pontes, a medida preserva o parque industrial brasileiro, garante empregos e vai ajudar a reforçar a produção de equipamentos necessários ao combate à pandemia de Covid-19.

“Com a preservação desse parque industrial, a medida atinge mais de 600 indústrias e garante mais de 150 mil empregos em um setor estratégico para o combate à pandemia, que pode atender a demanda de ventiladores pulmonares e outros insumos necessários, reduzindo a dependência de equipamentos. Várias empresas se juntaram de forma que a gente tenha a produção desses equipamentos no Brasil. A boa notícia é que graças a esse incentivo, nós já temos 12 fabricantes no país e 4 deles com tecnologia 100% nacional” disse.

Pontes também anunciou um novo investimento de R$ 135 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do MCTIC, em subvenção econômica para o desenvolvimento de ventiladores pulmonares, componentes e equipamentos para Unidades de Terapia Intensiva. Esses equipamentos podem tanto atender demandas locais, como a produção excedente ser destinada à exportação.

Nitazoxanida

Com relação aos testes clínicos com a nitazoxanida, medicamento que demonstrou eficácia de 94% no combate ao vírus nos testes in vitro, o ministro explicou que 17 hospitais avaliam o medicamento, mas as unidades precisam alcançar 500 pacientes para poder anunciar resultados. A lista de unidades que promovem a testagem do remédio pode ser acessada aqui.

“Nós continuamos com os testes com a nitazoxanida. Nós estamos no meio desses testes e estamos precisando completar 500 pacientes. Esse é um medicamento que não tem efeitos colaterais. Há 17 hospitais participando e se tivéssemos esse número hoje, em 15 dias anunciaríamos o resultado”, declarou.

O ministro ainda reforçou outras frentes de investimento do ministério por meio de suas entidades vinculadas e a RedeVírus MCTIC em testes de diagnóstico da doença, reagentes nacionais e vacinas.

“Na área de ciência, nós continuamos com os trabalhos voltados a testes diagnósticos, vacinas e reagentes nacionais. A vacina é algo que demora mais tempo para desenvolver, mas a produção no Brasil é essencial. A parte de sequenciamento do vírus é feita em vários laboratórios. O Brasil tem uma grande capacidade de produção de vacinas, e o desenvolvimento no país vai ser essencial para combater a doença no futuro”.

Olimpíada Nacional de Ciência

Nesta edição, em razão da pandemia do novo coronavírus, a primeira fase da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), que faz parte do programa Ciência na Escola, será realizada de forma 100% online. As inscrições para a competição começaram ontem e a primeira fase acontece de 6 a 8 de agosto. A previsão é de que pelo menos 2 milhões de alunos participem do evento. As inscrições vão até 4 de agosto por meio do site: www.onciencias.org.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações