Parceria com as comunidades terapêuticas vai promover a adesão ao Progredir

Trabalho em conjunto com o Ministério da Cidadania contribuirá para a ressocialização de dependentes químicos por meio da possibilidade de geração de emprego e renda

Uma parceria entre o Ministério da Cidadania e a Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas vai apresentar um caminho de trabalho e oportunidades às pessoas com problemas associados ao uso de álcool e outras drogas. Por meio do conjunto de ações do governo federal, dependentes químicos vão ter acesso a vagas de emprego e a mais de 200 cursos de capacitação técnica. O acordo para adesão ao Plano Progredir foi firmado no final de maio

Recentemente, uma equipe da pasta foi até o Centro de Recuperação Nova Esperança (Cerene), localizado no município de Blumenau (SC). O encontro levou informações sobre o projeto aos profissionais que atuam no local e aos membros da comunidade terapêutica. De acordo com o coordenador do Cerene, Sérgio Sanches, a proposta vai motivar os acolhidos. “Geralmente, os dependentes químicos chegam com pouca autoestima, mas, a partir da capacitação, eles conseguirão ver que ainda é possível trabalhar e ter uma vida autônoma e saudável.”

O Cerene possui convênio com o ministério para a oferta de 25 vagas gratuitas de tratamento de adultos e adolescentes dependentes químicos. Levantamento realizado com os frequentadores da comunidade terapêutica aponta que 70% deles não possui ensino fundamental, 90% não cursaram o ensino médio e 95% não têm profissão fixa ou formação. “Essa situação pode mudar com a participação nos cursos e amenizar essa deficiência na formação”, explica Sérgio Sanches.

A adesão das comunidades ao Progredir é resultado da articulação entre a Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva Urbana (Senisp) e a Secretaria de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), ambas do Ministério da Cidadania. “A Senisp vem colaborar com a Senapred com essa ação de ressocialização, fortalecendo as ações do ministério voltadas ao público que precisa de emprego e renda”, defende o diretor de Inclusão Produtiva, Gustavo Saldanha.

 

Por: Diego Queijo | Ministério da Cidadania