Polos de irrigação estimulam economia e preservação ambiental

O ministro Gustavo Canuto acompanhou o lançamento do Planalto Central de Goiás, novo polo de agricultura que beneficiará irrigantes de 12 municípios

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, participou, no início do mês, do lançamento do Polo de Agricultura Irrigada do Planalto Central de Goiás, em Cristalina (GO), que irá apoiar irrigantes de 12 municípios goianos. Na oportunidade, o ministro visitou três fazendas que integrarão o novo polo, conheceu o processo de produção de cada uma delas e destacou que o investimento em agricultura irrigada é um meio eficiente de aliar desenvolvimento econômico, geração de riquezas e a preservação ambiental.

“Ao investir na agricultura, especialmente na agricultura irrigada, multiplica-se o retorno do investimento. Usa-se a mesma área para produzir mais e, assim, garantimos a preservação do meio ambiente. E mais produção significa maior geração de riqueza, mais renda para as famílias, mais emprego e isso leva ao desenvolvimento da região como um todo”, ressaltou o ministro Canuto.

O Polo de Agricultura Irrigada do Planalto Central de Goiás foi instituído em 4 de julho, após uma oficina que tratou da definição da área de abrangência e selecionou uma carteira de projetos para o empreendimento conjunto. Participam da iniciativa os municípios de Alexânia, Cabeceiras de Goiás, Campo Alegre, Catalão, Cristalina, Flores de Goiás, Formosa, Ipameri, Luziânia, Silvânia, Vianópolis e Vila Boa.

A região foi selecionada para se tornar um Polo de Agricultura Irrigada por sua relevância no setor. Cristalina, por exemplo, tem a maior concentração de pivôs de irrigação da América Latina. São 63 mil hectares de área plantada com apoio de irrigação no município goiano, que geram um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 1,2 bilhão. As principais culturas plantadas nesse sistema são milho doce, milho para sementes, feijão, trigo, batata, tomate, cebola, café e cenoura.

Planejamento setorial e territorial

A iniciativa ‘Polos de Agricultura Irrigada’ é uma estratégia do MDR, desenvolvida por meio da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano (SDRU). O objetivo é alavancar a agricultura irrigada a partir de um trabalho conjunto entre as organizações de irrigantes e as diversas esferas de governo. A premissa de ação é o planejamento setorial e territorial de regiões irrigadas no País, aliando as demandas dos produtores rurais com as parcerias e políticas públicas de governo.

“Apesar de o Governo ter projetos de irrigação pública, o setor produtivo é quem responde pela maior quantidade de área irrigada do País, cerca de 96% do total. Esta ação do MDR busca aproximar e identificar as dificuldades que ainda possam existir e direcionar a atuação em nível federal, estadual e municipal para reduzir burocracias”, explicou Gustavo Canuto.

O reconhecimento dos Polos por parte do Governo Federal legitima e oficializa a necessidade dos produtores em desenvolver a área irrigada na região de abrangência da iniciativa. Os critérios para a escolha das localidades atendidas pelo projeto do MDR e a metodologia empregada para o planejamento das ações estão contidas na Portaria nº 1.082, de abril deste ano.

Além do polo na região de Cristalina, dois outros centros já estão em operação: o Polo de Agricultura Irrigada da Bacia do Rio Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e o Polo de Irrigação Sustentável do Vale do Araguaia, também em Goiás. O primeiro alcança cerca de 120 mil hectares nos municípios de Cacequi, Lavras do Sul, Dom Pedrito, Rosário do Sul, São Gabriel e Santana do Livramento. Já o segundo integra mais de 100 mil hectares das cidades de Britânia, Jussara, Santa Fé e Montes Claros de Goiás.

Até o fim do ano, há a previsão de que os Polos do Oeste da Bahia, de Minas Gerais e de Sorriso (Mato Grosso) também estejam funcionando.

Política Nacional de Irrigação

Instituída pela Lei nº 12.787/2013, a Política Nacional de Irrigação tem como objetivo organizar o marco legal para a gestão de projetos de irrigação, sendo sua principal diretriz a indução à eficiência no uso de recursos hídricos para o setor. Além disso, reforça estratégias para o desenvolvimento da agricultura irrigada, visando ao aumento da produtividade – de forma sustentável – e a redução de riscos climáticos para a agropecuária e a importância das parcerias entre os setores público e privado para ampliar a área irrigada no País.

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Regional