População pode participar com sugestões para o Guia de Atividade Física

O Ministério da Saúde abre consulta pública para o “Guia de Atividade Física para a População Brasileira”. A construção da publicação é uma iniciativa inédita que busca contribuir para uma vida mais saudável e ativa, prevenindo o desenvolvimento de doenças crônicas e melhorando a qualidade de vida da população. As contribuições para o texto do guia podem ser enviadas até 31 de agosto por meio de formulário eletrônico.

O propósito do guia é trazer as primeiras recomendações do país para realização de atividade física. O documento é resultado de uma parceria do Ministério da Saúde com diversos pesquisadores, e seu lançamento está previsto ainda para este ano, depois de consolidadas e analisadas todas as contribuições da consulta pública.

A publicação é parte de um conjunto de ações intersetoriais do Ministério da Saúde e está focada nas pessoas, com orientações adaptadas à realidade e aos contextos de vida em todo o território nacional. O material vai orientar os cidadãos que buscam mudar seus hábitos de vida, tornando seu dia a dia mais ativo.

O documento foi dividido em oito grupos, representados em capítulos do guia: Entendendo a Atividade Física; Atividade Física para Crianças de 0-5 anos; Atividade Física para Crianças e Jovens de 6-17 anos; Atividade Física para Adultos; Atividade Física para Idosos; Educação Física Escolar; Atividade Física para Gestantes e Mulheres no Pós-Parto; Atividade Física para Pessoas com Deficiência.

BENEFÍCIOS

A prática de atividade física contribui para a proteção e combate às doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. O cumprimento da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada/vigorosa ou 75 minutos de vigorosa – reduz significativamente as chances de desenvolver câncer de mama e de cólon, diabetes, cardiopatias e acidente vascular cerebral. Adicionalmente, mesmo as atividades físicas realizadas em intensidades mais baixas fornecem benefícios à saúde, estando relacionadas a um menor índice de mortalidade por todas as causas. São exemplos de atividades físicas: esportes, brincadeiras, jogos, danças, caminhadas e práticas corporais.

O comportamento sedentário, contudo, apresenta riscos à saúde. Comportamento sedentário pode ser entendido como a realização de atividades de baixo ou nenhum gasto energético. Ou seja, atividades na posição sentada ou deitada, que geralmente são realizadas em frente a telas de computador, televisão, celulares e tablets. Ser fisicamente ativo não é suficiente e é preciso também diminuir o tempo gasto em comportamentos sedentários.

Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) de 2019 apontam que 44,8% da população com 18 anos ou mais de idade das capitais brasileiras não atende ao mínimo de atividade física recomendado pela OMS, sendo que as mulheres (52,2%) e os idosos (69,1%) apresentam as maiores prevalências.

Acesse o documento Guia de Atividade Física para a População Brasileira

 

Fonte: Portal Gov.br