Primeira fase do Ciência Conectada leva fibra ótica de 100 Gbps para as capitais do Nordeste

Expansão da rede acadêmica de alta velocidade para institutos federais, estaduais e privados será âncora para inclusão digital na região

O ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), uma de suas entidades vinculadas, inaugurou recentemente a primeira fase do programa Ciência Conectada – Ciência Forte MCTIC, que amplia a infraestrutura de banda larga por fibra ótica nas regiões Norte e Nordeste. A cerimônia de inauguração, com a presença do ministro Marcos Pontes, foi realizada no auditório do Instituto Metrópole Digital, em Natal (RN).

O Ciência Conectada é a expansão e interiorização da ciberinfraestrutura da rede acadêmica, a rede Ipê, operada pela RNP. A rede de internet acadêmica está ampliando sua velocidade de 10 para 100 Gigabits por segundo, mil vezes a capacidade da banda larga doméstica, beneficiando universidades federais, institutos federais e unidades de pesquisa, além de fomentar a economia e desenvolvimento local.

A primeira fase do programa irá atingir neste ano 77 localidades, seis estados, 16 cidades, 64 instituições federais, estaduais e privadas. Até 2021 estarão finalizadas as 16 redes metropolitanas que vão permitir a conexão de 1317 escolas a Internet. As universidades, institutos, hospitais de ensino e polos de inovação serão as âncoras da inclusão digital no território. Estima-se que, o investimento de R$ 80 milhões pode alavancar, no mínimo, o mesmo valor em nova infraestrutura de banda larga na região nessas cidades.

“A nova geração da RNP, a Internet avançada para educação e pesquisa, 1.000 vezes mais rápida que a banda larga comum, opera entre as capitais do Nordeste e irá atingir 25 campi federais, 36 instituições de ensino superior privadas, cinco hospitais de ensino e pontos de unidades de pesquisa, como INSA e Embrapa, por exemplo. Além de alunos, professores e pesquisadores, esses campi são as âncoras da inclusão digital no interior nessas localidades”, afirma o diretor-geral da Rede Nacional RNP, Nelson Simões.

Para o ministro Marcos Pontes, a expansão da rede é fundamental para o desenvolvimento da região. “Precisamos iluminar o país com banda larga e radiodifusão, permitindo à população o acesso à informação e a melhoria da qualidade de vida nas regiões mais isoladas.” afirma.

Segundo o ministro, a Etapa Nordeste é o início de um projeto que abrangerá o país todo, renovando a capacidade de rede de internet para outras regiões, melhorando a pesquisa, educação, conhecimento e projetos das entidades atendidas.

Gesac e computadores para inclusão

A agenda do ministro também incluiu a cerimônia da marca de 2 milhões de alunos conectados pelo Gesac que faz parte do Programa de Inclusão Digital do Governo Federal, coordenado pelo MCTIC em parceria com Ministério da Educação (MEC). O Programa Educação Conectada, do MEC, compõe a participação interministerial de políticas públicas para a inclusão digital.

O programa Gesac leva conexão em banda larga a escolas por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). Somente em 2019, foram instaladas 8.060 conexões em Pontos de Inclusão Digital em todo o território nacional, sendo 6.407 em escolas indicadas pelo Educação Conectada.

Na cerimônia, a Escola Estadual Maria Araújo, em Parnamirim (RN), recebeu sua conexão em banda larga pelo SGDC, além de 10 computadores para o laboratório de informática da escola, do programa Computadores para Inclusão, do MCTIC. A cerimônia com a presença do ministro também marcou a entrega de 500 computadores recondicionados para a região Nordeste. Também foram doados 10 computadores para a Escola Municipal Jéssica Débora de Melo, em São José do Amarante, dentro da agenda da Ciência Conectada – Ciência Forte MCTIC.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações