Programa Moradia Primeiro: Organizações da sociedade civil poderão se inscrever até o dia 26 de março

Modelo é considerado mais eficaz para superar a situação de rua

Organizações da sociedade civil sem fins lucrativos poderão se inscrever até o dia 26 de março de 2021 para o edital que vai selecionar projetos para o desenvolvimento de um referencial para a implantação do programa Moradia Primeiro (Housing First) no Brasil.

O Housing First é reconhecido internacionalmente como o modelo mais eficaz para superar a situação de rua. Com o resultado deste edital será possível ter um referencial brasileiro completo, com um curso gratuito, estudo de viabilidade econômica, guia e modelo de projeto para implantação nos estados, municípios e DF.

A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Nacional de Proteção Global, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNPG/MMFDH), e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Além dos requisitos informados no edital, as organizações da sociedade civil devem ter experiência comprovada no atendimento à população em situação de rua. Os interessados podem encaminhar as propostas de projetos para o e-mail popderisco@mdh.gov.br, até às 23h59, pelo horário de Brasília, do dia 26 de março.

 

Pessoas em situação de rua no Brasil

De acordo com uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu 140% entre 2012 e março de 2020, chegando a quase 222 mil pessoas.

O estudo ‘Estimativas da População em Situação de Rua no Brasil‘ utilizou dados de 2019 do censo anual do Sistema Único de Assistência Social (Censo Suas), que conta com informações das secretarias municipais.

Outra fonte de dados para o levantamento foi o Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. No total, 81,5% da população em situação de rua está em municípios com mais de 100 mil habitantes, principalmente das regiões Sudeste (56,2%), Nordeste (17,2%) e Sul (15,1%).

Em sua maioria, as pessoas em situação de rua encontram-se desempregadas ou em trabalhos informais, atuando como guardadores de carros e vendedores ambulantes.

 

Com informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.