Reunião entre MCTIC e ABC discute criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas

Proposta da entidade é promover o desenvolvimento da pesquisa oceanográfica por meio de parcerias e apoio à pesquisa e ao desenvolvimento

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) promoveram recentemente, no Rio de Janeiro, uma reunião para tratar sobre a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo). O objetivo foi formular o projeto da entidade em colaboração com a comunidade oceanográfica do país.

A proposta para o Inpo é ser uma entidade que abranja o apoio à pesquisa e ao desenvolvimento, fornecendo infraestrutura para viabilizar a expansão do conhecimento sobre os oceanos e o avanço tecnológico nacional, atendendo tanto o poder público quanto a sociedade e o setor privado.

O secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Morales, afirmou que a criação do Inpo não é de interesse apenas do ministério, mas pastas como Educação, Defesa, Meio Ambiente e Relações Exteriores também se beneficiariam de formas diversas, além de que a cooperação entre essas áreas ajudaria na captação de recursos.

Segundo o coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack, além de fomentar a indústria nacional e estimular a inovação por meio da entidade, há também a intenção de promover acordos internacionais para a pesquisa oceanográfica com ênfase no Atlântico Sul, ampliando o protagonismo brasileiro nessa área.

Histórico

A criação do Inpo é uma demanda antiga. A ideia surgiu na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de 2010. Em 2013, o MCTIC implementou um primeiro esboço do que poderia ser o instituto sob a forma de uma associação civil. Questões legais e mudanças de governo adiaram o processo. Em maio deste ano, mais de 200 participantes do I Fórum Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação para os Oceanos subscreveram uma carta pedindo a urgente criação e entrada em atividade do instituto.

O presidente da ABC, Luiz Davidovich, enfatizou que “está mais do que na hora do Inpo começar a funcionar” e lembrou do termo “Amazônia Azul”, usado em relação aos oceanos: “eles são importantes para a biodiversidade, a segurança nacional, o petróleo e tanto mais, é um tesouro do qual temos que cuidar”, disse. O presidente da SBPC, Ildeu de Castro, lembrou que a riqueza do mar depende da preservação de sua biodiversidade e que políticas públicas com esse foco são fundamentais para isso.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações