Safra 2020/2021 tem volume recorde de mais de 260 milhões de toneladas

Números foram impulsionados pela produção da soja e do milho

Segundo levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, a safra nacional de grãos para 2021 deve ficar 9,0 milhões de toneladas acima da safra de 2020. Serão mais de 260 milhões de toneladas. Um crescimento de 3,5% em relação ao ano passado.

Embora o plantio da soja tenha atrasado este ano, em função da estiagem, com a volta das chuvas, no mês de dezembro, as lavouras se recuperaram na maior parte do país e a produtividade da leguminosa deve ser elevada. Nesta safra, há possibilidade de crescer 4,1% em relação ao ciclo passado, com uma área de 38,5 milhões de hectares e produção de 135,1 milhões de toneladas.

Da mesma forma, o milho também vem encontrando condições bastante favoráveis em relação à mercado e lidando com as condições climáticas. A previsão para o cereal é de uma produção total recorde, com a possibilidade de superar em 5,4% a safra 2019/20 e atingir mais de 108 milhões de toneladas. O volume histórico deve-se à participação assim distribuída: 23,5 milhões de toneladas na primeira safra, 82,8 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

No mês de janeiro houve aumentos ainda nas estimativas da produção do trigo (16,8% ou 965,8 mil toneladas), do café canephora (12,1% ou 98,1 mil toneladas), da cevada (9,0% ou 32,9 mil toneladas), da aveia (2,2% ou 21,3 mil toneladas), do café arábica (1,6% ou 30,6 mil toneladas), do milho de 2ª safra (0,3% ou 262,8 mil toneladas) e da soja (0,1% ou 117,2 mil toneladas).

No entanto, são esperados declínios na produção do arroz (-0,1% ou 8,8 mil toneladas), do feijão 3ª safra (-0,1% ou 810 toneladas), do feijão 2ª safra (-0,7% ou 8,6 mil toneladas), do tomate (-1,2% ou 46,0 mil toneladas), do milho 1ª safra (-1,7% ou 441,3 mil toneladas) e do feijão 1ª safra (-3,6% ou 46,8 mil toneladas).

 

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.